Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Estar no Mundo

Ao corpo colados a silenciosas

colunas de sal pavimentados eis os muros
paralelos eis as rápidas deformações da
linguagem (cálido ascetismo)
de quem arde por dentro — estar no mundo
é teu caminho estar na cólera
lavrada
e sobre si mesma dobrada e a guerra
mastigar a morte seca a subalimentada
explosão do corpo deformações suicídio
quotidiano — tal a poesia
se reflecte na luz a erosão do poema
o apodrece e movimenta— cinza mineral
entre restos de música e pão —
Casimiro de Brito, in "Negação da Morte"


enviada por antonio01 às 18:19
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