Terça-feira, 22 de Março de 2011

Onde Nasceu a Ciência e o Juízo?

MOTE

— Onde nasceu a ciência?...
— Onde nasceu o juízo?...
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso!

GLOSAS

Onde nasceu o autor
Com forças p'ra trabalhar
E fazer a terra dar
As plantas de toda a cor?
Onde nasceu tal valor?...
Seria uma força imensa
E há muita gente que pensa
Que o poder nos vem de Cristo;
Mas antes de tudo isto,
Onde nasceu a ciência?...

De onde nasceu o saber?...
Do homem, naturalmente.
Mas quem gerou tal vivente
Sem no mundo nada haver?
Gostava de conhecer
Quem é que formou o piso
Que a todos nós é preciso
Até o mundo ter fim...
Não há quem me diga a mim
Onde nasceu o juízo?...

Sei que há homens educados
Que tiveram muito estudo.
Mas esses não sabem tudo,
Também vivem enganados;
Depois dos dias contados
Morrem quando a morte vem.
Há muito quem se entretém
A ler um bom dicionário...
Mas tudo o que é necessário
Calculo que ninguém tem.

Ao primeiro homem sabido,
Quem foi que lhe deu lições
P'ra ter habilitações
E ser assim instruído?...
Quem não estiver convencido
Concorde com este aviso:
— Eu nunca desvalorizo
Aquel' que saber não tem,
Porque não nasceu ninguém
Com tudo quanto é preciso!

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 


enviada por antonio01 às 18:23
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1 comentário:
De JAZMAL a 24 de Março de 2011 às 14:36
Eu corria o tempo todo procurando Te alcançar
sem perceber bem ainda que Voce está em todo o lugar.
Procurando Te encontrar estremecia só de pensar
nesse poiso de felicidade,de alegria e de bem-estar.
Sonolento e incrédulo me levaste por esse caminho
onde me converti de coração a tudo descoberto,
trilho difícil que devorei faminto e sózinho,
lendo o mar, toda a terra e o céu tão perto.

Te vi em toda a Terra com plenos poderes repartidos
gerando todo o conhecimento que nos alimenta
que destrói e reconstrói os elementos concebidos
levando o homem pela mão do amor que o sustenta.
Coloca sinais, testemuhos em toda a parte:
Ele próprio se revela Senhor do mundo e das gentes
todo o mundo tem, todo o tempo gere e reparte;
mal para uns, fonte de benesses para os crentes.

A visita é mistério que chega, indelével e obscura:
anfitrião sou de um ser que é tudo o que se revela
ser todas as coisas,a vida de forma tão pura,
que sou eu mesmo quem reina,espírito que se anela.
Ver, andar, correr, voar, montar, rir e gemer
eterno aprender, o antes e o depois, o tudo ser
que se renova, infinito ao tudo ter e aprender,
inventando-se naqueles cuja vida está a perder.

A luz impera, senhora do destino de toda a humanidade:
eis-me aqui, brilhando para vós, baluarte de amor;
sou tudo aquilo que está em vós, espada iluminada
que une e separa os destinos finais com clamor.
Procurai-me e todos estarão em mim, linguas de fogo
que jamais se apagará, iluminando tudo em redor
qual sol coroado, brilhante infinito que o luar afogo,
cálidos corpos em harmonia e sintonia de amor.


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